O amor entre mulheres começa a
ser cada vez mais corrente e mais facilmente assumido.
Os mistérios do amor lésbico e
também outras formas de atingir a satisfação sexual.
Algumas investigações indicam que
embora as mulheres lésbicas não tenham muita tendência para ir ao altar para
celebrar as suas uniões (isto quando os países permitem os casamentos
homossexuais), levam a cabo relações mais estabilizadas.
Ao que parece, têm mais
facilidade em manter uma vida em comum, o que pode ser explicado pelo facto de
encararem os relacionamentos de uma forma menos sexual e mais na troca de
carinhos e cumplicidades.
Na realidade, segundo afirmam, o
seu maior prazer consiste em fazer amor, na ternura e, sobretudo, na troca de
opiniões.
Em termos sexuais, não existe o
receio de que o prazer termine, pois o orgasmo atingido por uma das partes não
corresponde ao final do acto. O sexo feminino é, geralmente, mais imaginativo
que o masculino, de tal forma que as secções de sexo entre mulheres podem ser verdadeiras
maratonas de satisfação para ambas as partes. As duas parceiras empenham-se em
contribuir com os seus dotes inatos para os beijos e carícias. A cumplicidade
explica que estes relacionamentos sejam mais duradouros e altamente
satisfatórios para ambas as “cônjuges”.
A PROSTITUIÇÃO DE LÉSBICAS
O RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA
Trata-se de uma prática pouco
conhecida e a sua existência até pode levantar algum cepticismo. Mas a
prostituição de lésbicas é um facto e a sua proporção não é assim tão reduzida.
Maria, acompanhada de um amigo, foi descobrir o que se passa para lá das portas
de um recinto de mulheres que são pagas para satisfazer os desejos de outras
mulheres. Maria deixa-nos o relato do que presenciou.
“Tocámos à porta e apareceu um
porteiro de saias que pediu a palavra-chave. O meu companheiro sabia a senha, o
que nos permitiu entrar. Não consegui evitar alguma ansiedade, pois temia
encontrar alguma orgia logo à entrada. Nada disso. Um bar muito elegante,
situado junto à entrada, colocava à disposição do visitante alguns assentos
bastante acolhedores. Sentámo-nos. Uma mulher muito simpática aproximou-se:
estava vestida de uma forma elegante e adornada com jóias discretas e de bom
gosto. Apesar de não termos pedido, um empregado trouxe-nos champanhe. Depois
compreendi que a mulher se havia aproximado apenas para conservar amavelmente e
ali permaneceu com discrição. Quando o meu amigo a convidou para sentar-se na
nossa mesa aceitou, mas avisou que só podia permanecer por alguns momentos,
pois, como anfitriã, tinha que receber todos os convidados. Perguntei-me onde
estariam os outros convidados, uma vez que todos os assentos estavam livres.
Cinco mulheres estavam sentadas em banquinhos e, aparentemente, estavam a beber
água. Observei-as com atenção. Concentrei-me, primeiro, numa mulher morena, também
muito bem vestida, não muito jovem, nem distinta, mas existia qualquer coisa de
animal na sua boca sensual, que parecia guardar desejos secretos. Outra jovem
loira estava sentada junto a ela. Reparei nela porque lhe faltavam alguns
dentes. Isto podia ver-se quando se ria e, por acaso, ela estava quase sempre a
rir-se. Quando se levantou, percebi a razão porque tinha sido aceite naquela
casa: tinha um corpo perfeito, valorizado por um vestido de corte harmonioso.
A terceira rapariga foi a que
mais me impressionou. Era muito jovem, quase de certeza menor, de cabelo
vermelho, uma cara linda e uns olhos enormes. Tinha nitidamente, os traços de
uma pessoa do campo.
Não houve tempo de examinar as
outras duas, que se evaporaram juntamente com um casal”.
A HORA DA VERDADE.
Maria continua o relato da sua
fabulosa experiência: “A anfitriã, impaciente, mas muito afável, demasiado
afável para ser sincera, começou por falar do tempo e, depois, sem rodeios,
perguntou-nos qual das damas nos agradava mais. Respondi com ingenuidade:
- Gosto das três.
- Oh! Oh! – Contestou a anfitriã
– Sabe o preço?
Tive que negar. O meu amigo
olhou-me furtivamente, perguntando-se quais seriam as minhas intenções, receoso
de que as minhas fantasias fossem um pouco estranhas.
Estremeceu quando a anfitriã continuou:
- Cada mulher custa 60 euros… e o
champanhe é à parte.
Inquiri, imperturbável:
- Não há um preço especial para
mim?
Ela ficou a olhar para mim,
alarmada. Deveriam ter passado por lá psicopatas, pervertidos, sádicos e
tímidos de todas as classes. Mas uma mulher acompanhada do advogado da casa,
que desejava três mulheres ao mesmo tempo, parecia um pouco demais.
- Se demorarem muito tempo, não
sobrará nenhuma para vocês – replicou evasiva.
- Está à espera de companhia? – Perguntei.
- Esta é a hora a que chegam
todos os clientes. Mas nunca nos avisam.
- Que tipos de clientela têm
regularmente?
- Por que é que está a perguntar
isso? – Ripostou com algum nervosismo.
- Oh! Por nada. Só por
curiosidade…
- Pessoas com muitas posses –
respondeu, mais calma pela minha sinceridade ingénua – industriais, diplomatas,
advogados por vezes acompanhados de suas…
- Esposas?
- Não sei se são as esposas –
insinuou – nunca o dizem. São mulheres distintas.
- A Polícia permite isso?
Na sua cara surgiu mais um assomo
de alarme. Voltou-se para o meu amigo:
- Onde quer ela chegar com estas
perguntas todas? Conhece-a?
- Sim… sim – respondeu finalmente
– Não tem nada a temer. Respondo por ela como por mim mesmo”.
O MOMENTO DA ESCOLHA.
A protagonista do nosso caso
verídico conta como agiu quando chegou o derradeiro momento da escolha: “A
mulher olhou para mim com um sorriso amplo e disse:
- Compreendo… tem curiosidade…
nunca esteve com uma mulher e quer três ao mesmo tempo. Permita-me que a
aconselhe: comece com duas. Vai ver que será uma experiência maravilhosa. A
morena e a loira têm muita procura, porque elas amam, de facto, mulheres. A
jovem ruiva é para os homens.
- Elas vivem aqui? – Perguntei.
- Não, supostamente isto não é um
bordel. É uma elegante maison de rendez
vous.
Os quartos são encantadores, como
terá oportunidade de ver. Bom, entre vocês os dois não vão beber esta garrafa
toda. A qual das senhoras devo enviar?
- À morena – respondeu o meu
amigo.
A senhora toou um gole de
champanhe e chamou a rapariga, que rapidamente se aproximou de nós.
- Sente-se mademoiselle – disse o
advogado. Ela já o conhecia, mas foi bastante discreta – Quer beber um pouco de
champanhe?
- Não, obrigado – respondeu a
rapariga. – O champanhe faz-me mal ao estômago; prefiro whisky.
E, antes que o meu amigo tivesse
tempo de abrir a boca, chamou o empregado em voz alta:
- Traz-me um Black and White? Queres um?
– Perguntou descaradamente á sua companheira.
A amiga veio sem ser convidada.
Já éramos quatro. A morena começou a acariciar o meu amigo e a segredar-lhe
palavras ao ouvido. Ao ver isto, a loira começou a roçar a sua perna na minha.
Fechei os olhos, tentando imaginar como seriam estas mulheres nuas, tentando
proporcionar-me sensações diferentes, mas, para mim, fingidas. Perguntei ao meu
amigo em voz baixa:
- Vamos embora?
- É melhor – respondeu – minha
querida Marise, temia que quisesse subir e já estava a ficar envergonhado.
Rimos. Ele pagou a conta e deixou
uma gorjeta generosa para a duas mulheres, que não ficaram assim tão felizes
por ganharem dinheiro sem trem feito nada”.
A DESPEDIDA
A conversa atingiu o ponto alto:
- “Quando uma mulher experimenta
o prazer com outra mulher – disse-me a morena – já não pode passar sem ela.
Nenhuma mulher pode ficar
indiferente às carícias de uma lésbica.
Em modo de despedida, apertou-me
a mão de uma forma provocatória, olhando-me nos olhos, e disse num tom lascivo:
- Regressa sozinha e pergunta por
mim…
O meu nome á Nádia”.
O ambiente dos locais de
prostituição lésbica, a julgar pela descrição de Maria, não é muito diferente
dos outros locais onde se desenvolve o mesmo tipo de actividade. A mesma
grosseria e a mesma artificialidade.
As lésbicas fingem uma fogosidade
similar à que as mulheres heterossexuais mostram para “caçar” um homem. Não há
dúvidas de que nas cidades ocidentais, as lésbicas profissionais encontram
numerosos clientes.
O MITO DA MASTURBAÇÃO.
O mito dos narcisismos não está
longe do exercício dos prazeres solitários. Como reza a lenda. Narciso era um
jovem grego que se enamorou da sua própria imagem. Uma história que está
relacionada com a masturbação que também possibilita a satisfação sexual de um
modo autónomo.
O Antigo Testamento faz
referência a Onán, filho de Judas, que, quando morreu o seu irmão mais velho,
Her; teve que casar-se com a viúva deste, a fim de cumprir a tradição hebraica.
Esta ordena que quando uma mulher perde o marido sem deixar descendência, o seu
cunhado tem a obrigação de casar-se com ela, a fim de assegurar a continuação
da família. Quando Onán se encontrou a sós, pela primeira vez, com Thaman, em
vez de completar o coito, verteu o sémen fora do sexo da sua cunhada, para que
esta não engravidasse. Como este acto era considerado pecaminoso, Onán recebeu
um castigo de morte. Na referência bíblica não diz explicitamente que tenha
havido masturbação, mas é bastante provável que tenha acontecido.
Nos nossos dias, tanto a ciência
como o senso comum encaram a masturbação, em todas as idades, como via de
escape da libido contida no organismo e particularmente nos órgãos sexuais. Os
estudos indicam que uma em duas cada cinco crianças se masturbam.
No entanto, apesar de muitos
tabus já terem sido derrubados, ainda são muito os jovens que se sentem culpabilizados
por praticarem a masturbação.
É frequente ouvir desabafos de
mulheres jovens que temem que a prática da masturbação afecte a sua capacidade
de procriarem. Contra os mitos e costumes instituídos, os especialistas avisam
que a masturbação é benéfica na descoberta e conhecimento do próprio corpo.